Elocubrar é a variante de lucubrar, compor uma obra com esforço, a custa de muita meditação. Literatura que se faz espremendo o cérebro. (O Autor)-------O Bom humor é a medida absoluta da inteligência do ser humano. (Nietzsche).

FEBEAPA

A Truculência

João Balaio estava viajando quando soube da demissão. Mandaram a passagem de volta. João visitava uma das possíveis obras da firma. Sabia que se não conseguisse essa obra, não tinha motivos de continuar como mais um engenheiro da firma. A crise estava brava e a firma estava à beira da falência, caso não arranjasse contratos. Mas a crise não era só dele, era generalizada. Em outras épocas havia tanto trabalho que não parava em casa. Pelo menos agora, por um tempo, ficaria junto às filhas. A esposa trabalhava também. Funcionária pública, ia segurar a barra por um tempo. Quando soube da demissão, João foi para o hotel, se trancou e chorou. Os tempos estavam difíceis e esta foi uma forma um tanto infantil, mas muito eficiente de desabafo.

No dia seguinte, juntou suas coisas e foi para o aeroporto de Brasília. No vôo do meio dia voltaria para São Paulo. Check-out do hotel. Pelo menos a firma pagou suas despesas de retorno. Era um bom profissional a firma sabia disso. Eram somente as circunstâncias.

Taxi, aeroporto e malas. Este foi o procedimento durante muito tempo. Estava mais que acostumado, foi andando pelo saguão do aeroporto tentando alcançar a passagem que se entocou no fundo do bolso do paletó. Parou, soltou as malas e tentava a todo custo alcançar a passagem com os dedinhos quando alguém esbarrou nele e quase foram parar no chão.

“Mas que absurdo! Não olha por onde anda?”

“Minha senhora. Foi a senhora que esbarrou em mim.”

“Eu não esbarrei em você. Foi você que esbarrou em mim. Seu ignorante!”

“Minha senhora, eu estava parado tentando pegar a minha passagem no meu bolso quando a senhora esbarrou em mim!”

“Não me venha com essas histórias. O Senhor deveria olhar por onde anda!”

Neste momento, pessoas começaram a prestar atenção na confusão, juntando uma pequena multidão.

“Minha senhora. De novo, foi a senhora que esbarrou em mim. Eu estava parado tentando pegar minha passagem...”

“O senhor me deve umas desculpas por esse inconveniente. Não esta vendo a confusão que o senhor esta fazendo? Olhe essas pessoas!”

As pessoas olhavam para a confusão. Algumas pessoas apontavam seus celulares tirando fotos. João não entendia porque eles estavam tirando foto.

“A senhora que me deve desculpas. Foi a senhora que esbarrou em mim.”

“Seu mal educado! Seu pulha! Como ousa? Sabe com quem esta falando?”

Triste por ter perdido o emprego, arrasado pelos tempos que virão. Essa era a última frase que queria escutar. Engolira muitos sapos durante esse último semestre de crise, este não tinha a menor obrigação de deglutir. Abriu um sorriso cínico e respondeu:

“Muito prazer meu nome é João Balaio. Qual a sua graça?”

A empáfia não baixou.

“Eu sou a chefe da casa civil, santinho. E o senhor me deve desculpas.”

“E a chefe da casa civil tem nome, ou este é o seu nome?”

Ela estava ficando vermelha.

“Seu idiota! Como você ousa de cinismo para comigo?”

“Dona chefa da casa civil, meu nome é João Balaio, sou engenheiro e acabo de ser demitido, porque a chefa da casa civil não teve a menor competência para gerenciar uma crise. E pelo que vejo. Costuma colocar a culpa em outrem do que assumir a própria, pois foi a senhora que esbarrou em mim!”

A galera que se acumulara tirava fotos e mais fotos. Todos estavam delirando com o barraco formado.

“Chamem a guarda presidencial! Chamem meus seguranças! Cadê os idiotas dos meus seguranças! É por isso que eu não tomo avião de carreira!”

“Se a senhora quiser, podemos ver quem esbarrou em quem pelas câmeras de segurança do aeroporto.”

“Você é burro ou se faz de tonto? Não vê que não posso me expor desse modo? Não vê que eu sou uma mulher importante? Não vê que eu sou uma pessoa importante do governo?”

“E a senhora, pelo visto não vê por onde passa, pois foi a senhora que esbarrou em mim.”

“Quem você pensa que é para falar desta maneira comigo?”

“Já disse para a senhora, meu nome é João Balaio, engenheiro e desempregado pela crise que a senhora não conseguiu gerenciar. É preciso mais?”

“Ô Santinho! Não se faça de tonto não! Você dobre a sua língua quando falar comigo, viu?”

“Minha caríssima Senhora. A Senhora tem alguma noção do que se trata a isonomia? Sabe ao menos o que significa?”

“Não venha me dar lição de moral! O que é isso?”

Neste momento uma câmera de televisão grava todo o acontecimento. João Balaio agora estava famoso. Era mais um escândalo do pessoal de Brasília. Mais uma coação de alguém que manda.

Os seguranças da Chefa da Casa civil não sabiam o que fazer, então por impulso ou por puro instinto de jagunços, seguraram a força João Balaio, lhe deram um pescoção. Era a truculência falando.

Os repórteres chegaram e começaram as perguntas, tudo filmaram, tudo fotografaram. A história que a Chefa da casa civil inventou foi de que ele era um terrorista. Um terrorista a mando da oposição.

João Balaio foi preso. Agora desempregado e preso. Longe de casa. Se estivesse trabalhando resolveria aquela situação na hora, pois teria mais o que fazer do que discutir besteiras com um burocrata do governo. Os repórteres foram saber o que havia acontecido. João relatou cada passo. Um dos repórteres se adiantou e conseguiu as filmagens das câmeras de segurança do aeroporto. A oposição aproveitou a deixa e num cochilo dos governistas instalaram uma CPI só pra desvendar o assunto, pois era mais do que sabido da truculência da Ministra.

Uma semana depois o governo pagou a passagem de volta de João, lhe deu um bônus de salário desemprego se ficasse calado. Mas não ficou. João se tornou símbolo do trabalhador atingido pela crise. Quando era entrevistado dizia que precisa trabalhar. Mas as coisas continuaram da mesma maneira. João mais tarde conseguiu o emprego de volta. Era um bom profissional, um bom pai, viu o resultado nas filhas bem criadas.

A ministra, não teve seu nome escrito na história, não fez nada que lhe desse crédito para isso. Ela não melhorou a vida de ninguém, não fez nada que marcasse a história. Nem o fato de ser a primeira mulher ministra da casa civil lhe foi marcante. Ela continuou com sua truculência. Foi esquecida.

  • Posted: Wednesday, 19 August 2009 23:40:20 GMT
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ONTEM

Ato único.

(O escritório principal.)

...Ontem...ontem foi ontem, mas como eu queria que não tivesse acabado...

Como voltar a minha vidinha habitual? Minha vida mudou! Eu mudei! Como voltar? Sem ela... Sem ela. Estou desamparado, estou na fossa. Nossa! Há tempos que não ouço isso. Estar na fossa. Pois é. É onde estou. É o que sinto. Um buraco dentro da minha alma.

(olha ao redor, sonda o ambiente, abre os braços)

Isso é fossa.

Aqui dentro do meu coração é fossa. Aqui no meu saco também!

Não! Não! Como deixei Ela passar? Porque não insisti? Um pouquinho que fosse. Mas fui na conversa dos outros com os tais princípios.

Hoje estou sozinho. Ninguém me quer. Ninguém me ama. Ontem por causa dela, abriam-se portas. Estendiam-se tapetes. Abaixavam-se cabeças. Eu era o tal! Eu a amava não por isso. Ela era muito bonita. Dizem que quando se ama, se quer estar no mesmo nível que a pessoa amada. Então quando se ama, agente se transforma para poder merecer a pessoa amada. Foi o que eu fiz, eu me transformei, eu mudei, eu me tornei aquilo que eu achava que ela queria. Mudei meus pensamentos, mudei minhas atitudes e meus princípios também, para o bem e para o mal. Afinal o amor é estranho, mostra o que é de melhor da pessoa e o que é de pior também.

(triste)

Mas não foi o suficiente. Não foi não. Era preciso mais. Era preciso que eu me tornasse o super homem. Era preciso que eu tivesse a sensibilidade de mudar sutilmente. Eu mudei de maneira errada. Também não tinha nenhuma consciência do que eu fazia. Sempre teve gente me orientando. Me dizendo o que fazer e como fazer. Eu fui somente um boneco para os outros. Cheguei a pensar que não seria digno dela. Até hoje ainda acho que não sou digno dela, mas a tive. E como tive! Fiquei tomado por sua beleza, seu peso, ela me abraçando nos momentos sociais que tivemos, ela sempre me pôs nas alturas. Me deixando perplexo com sua presença.

Mas, será que eu seria aceito pelos outros, pois mesmo numa relação, há de se prestar atenção aos amigos, à família, a toda sociedade que nos cerca. Mas ela queria mais, ela queria que eu me desvencilhasse deles. Ela queria que eu abdicasse deles. Eles que para mim foram tão importantes. Eles que me educaram. Eu tinha uma dívida...

Mas que porra de divida! Agora ela não esta mais comigo...Eu estou sozinho sem ninguém. Sem ela, sem família sem amigos.

Hoje ninguém me estende um tapete. Hoje batem a porta na minha cara. Hoje sou um ex...sou um ex..

(chora)

Eu a quero! Como a quero! Se eu tivesse ouvido aqueles que me pediram para ficar.

Se ao menos eu tivesse escutado o que ele diziam sobre ir embora e sobre respeitar princípios!

Que Merda! Que porra de princípios! Que se fodam os princípios!

Se eu não me ativesse às porras dos princípios ela estaria aqui! Agora! Comigo.

Se fosse antes. Eu daria um pé na bunda desses princípios, mas tive de mudar. Tive de me civilizar para poder sair com ela.

(chora copiosamente)

(levanta o rosto vermelho, está insano)

Não. Se eu não a tiver, ninguém vai tê-la! Ninguém!

(levanta-se e vai à sua mesa. Procura por algo, encontra uma tesoura. E ameaçadoramente vai até a sala ao lado.)

(Aos gritos.)

Ninguém vai ter você!

(Ouvem-se golpes com a tesoura. Ele aparece todo amarrotado, com lascas de um tecido verde amarelo em seus ombros e pedaços do mesmo tecido nas mãos. Olha para a tesoura e a larga no chão. Cambaleante volta à sua mesa. Serve-se de whisky que toma tudo num único trago. A porta abre e sua mulher entra.)

Querido! O quê aconteceu? Meu deus! O quê você fez? (aterrorizada)

Terminei. Ninguém mais vai ter ela. Ninguém!

Você enlouqueceu? Andou bebendo de novo? O que foi que você aprontou homem de Deus?

Não me enche o saco mulher! Fiz o que tinha de fazer. Ela não fica comigo. Não fica com mais ninguém! Com mais ninguém! Entendeu?

(A mulher pega os retalhos pela sala.)

A se a imprensa sabe disso! Já não basta todos os escândalos que aparecem por aí? Quer mais um? Você pare de beber! Daqui a pouco teremos de ir embora desse local. Se a imprensa sabe, será mais um para termos de explicar e as desculpas já chegaram ao fim. Ninguém mais acredita em nós. (Lágrimas nos olhos.)

Vamos sair com um mínimo de dignidade. Já que você foi incapaz de ter essa dignidade enquanto você esteve com ela. (Apontava para a sala ao lado.)

Esta na hora de darmos adeus a tudo isto e a ela também. Resigne-se! Levante a cabeça homem de Deus! Agarre-se ao resto de hombridade que lhe resta. Se é que você há teve algum dia.

(Ele pega o telefone)

Samuca. Vem aqui.

(Entra o secretário.)

Samuca meu querido. Vou te dar uma ordem. A última ordem.

Pode falar senhor Presidente.

Peça para a Dona Marta. A costureira do Palácio, fazer outra faixa presidencial. A última esta muito puída. Fale pra ela que este é meu último pedido.

Sim senhor Presidente.

Pode sair.

(O secretário sai e o Presidente cai em prantos com os retalhos do tecido em suas mãos.)

Meu Querido. Vai dar tudo certo. Não se preocupe.

(Levanta a cabeça e repete.)

Ontem eu fui presidente, hoje eu sou nada.

(Cai o pano.)

  • Posted: Wednesday, 8 July 2009 00:09:46 GMT
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O DOSSIÊ

O DOSSIÊ

Ato Único

Cenário - Sala Presidencial do Palácio do Planalto.

Personagens -

Presidente Lula

Assessor da Presidência

Senhor Garcia

Senhor Genro.

Cena Um -

O Pano sobe, mostra o Presidente sentado em sua mesa, o senhor Garcia e o senhor Genro estão em duas poltronas, o assessor abre a porta de supetão e começa o espetáculo.

Lula (com raiva) - Foi você que recebeu a encomenda?

Assessor - Sim Senhor Presidente.

Lula (Irônico) - Meu "Fio". Como eu posso ter certeza de que você não tem nada a ver com essa história?

Assessor (nervoso) - Eu não senhor. Já disse o que aconteceu. Eu sempre fui fiel ao Partido. Sempre participei de todos os congressos e sempre votei de acordo com o "Campo".

Garcia (Intimidador) - O meu Querido! Você quer fazer uma visitinha lá na floresta amazônica com as FARC´s? Quer? Se não, desembucha!

Tarso - Calma Garcia. Calma. Eu conheço o menino. Ele simplesmente foi o canal do acontecimento. Eles conseguiram nos pegar de calças arriadas! Isto não tem precedentes! Não têm precedentes!

(Garcia levanta e começa a falar em espanhol ao celular)

Lula (desolado) - Pois é. Já conseguimos escapar de várias! Seja as falcatruas do Mensalão. Sejam as picaretagens dos cartões coorporativos ou as mentiras do outro dossiê ou do dossiê do dossiê, do PAC, do caso de Santo André, do caso Oi, do correio, o apagão aéreo...

(Tarso o interrompe bruscamente.)

Tarso - Pois é conseguimos. Conseguimos porque, você sempre esteve em alta e o fisiologismo do congresso sempre ajudou. Mas este, eu não sei como resolver. Esse é surreal!

Garcia - Pronto! Já temos o apoio das Farc e do Chaves. Qualquer coisa que precisemos eles estarão prontos a ajudar. Uma fuga rápida, um entrevero em algum lugar pra desviar a atenção. O que for.

Assessor - Talvez se fizéssemos o que eles querem. Politicamente seria o mais prudente.

Lula (visivelmente abalado) - O que eles querem?

Assessor - Querem uma reforma ministerial com os principais cargos a disposição deles. Querem a presidência do Senado e da Câmara, e querem a cabeça de algum cacique do Partido.

Tarso - Acho que isto é pior que exílio.

Garcia - Vou convocar uma reunião de emergência do FSP.

Tarso (bravo) - Deixe de botar fogo na fogueira! Precisamos pensar.

Garcia - Mas Puta que Paril! Porque a Dilma não sossega? Eu avisei ao Dirceu que ela ia dar problemas. Na revolução ela já dava...

(Todos param para pensar no que o Garcia acabava de dizer.)

Lula - Ô Garcia. Cê tem que entender que ela é mais macho do que nós aqui juntos e alguém tinha que assumir o governo depois das presepadas do Zé. Ela é pior do que ele, porque ela acha que pode tudo. Vejam o PAC. A gente não tem cacife pra isso!

Tarso - Mais macho que eu ela não é. Sou Gaucho tchê!

Garcia - Sei. Quer que eu te lembre o congresso do Partido há uns vinte anos atrás?

Tarso - Não sei. Não me lembro e nego tudo.

(Garcia e sua risada irônica se serve de Whiske.)

Lula - O que é que a minha mulher vai falar desse escândalo? Já me safei de uma. Outra dessas a patroa não vai perdoar. Já pensou no que o tal do Diego vai escrever quando souber disso? Já imaginou nas besteiras que o Salgado e a Ideli vão falar na tentativa de me defender? Vai ser um ventilador de merda para todo lado.

Tarso (pergunta ao Assessor) - Só tem uma foto?

Assessor - Não senhor, são várias fotos de vários ângulos e um vídeo.

Garcia - Tamo fu...Não dá pra dizer que é montagem. Cê convocou a Dilma?

Lula - Não. O Tarso falou pra gente tratar desse assunto a portas fechadas.

Tarso - Ela não vai gostar nada do que vamos decidir, mas ela é a maior culpada disso tudo.

Garcia - Bem agora que a candidatura dela estava pegando, mas pegaria melhor se ela tivesse um marido.

Lula - E porque você não se candidatou? Vocês formam o par perfeito. A Marisa sempre diz isso.

(Garcia arregala os olhos e entorna o copo de Whiske. Se serve de novo.)

Tarso - Pois é, se o Partido tivesse me dado o comando nós estaríamos pelo menos mais tranqüilo.

Garcia - Se fosse você, se fosse o Ananias, se fosse a Marta se fosse qualquer um. Tinha de ter um consenso, mas como se sabe, no Partido o consenso não existe.

Assessor - Então, sem querer interromper, a oposição esta esperando.

Lula (desolado) - Acho que vamos ter de abrir as pernas. Diga pra eles que estamos dispostos a negociar.

Garcia - Bom, já que é assim vou aceitar o convite do Evo para tomar umas Pacenas.

Tarso - Vai pular fora de novo?

Garcia - Chama a Dilma para te ajudar.

Lula - Seria melhor se ela fosse com você tomar as Pacenas.

Garcia - Não, muito obrigado. Já tenho minhas Cholas para desabafar.

Assessor - Posso avisá-los?

Lula - Pode, mas me dá esse envelope aqui.

Tarso - Vou convocar o gabinete de crise do Partido.

O Assessor sai junto com os outros, deixando Lula sozinho. Lentamente tira a foto do envelope. Na parede atrás dele, uma imagem vai se formando. A imagem da foto é detrás de um palanque, onde as pessoas estão de costas. Ao centro esta Lula e ao seu lado Dilma com um largo sorriso e sua mão direita pousada na nádega esquerda de Lula, num caloroso aperto.

Lula larga a foto e começa a chorar.

Cai o pano.

  • Posted: Tuesday, 27 May 2008 23:26:53 GMT
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Reflexões

REFLEXÕES

Ato Único

Cena – Copa do Palácio do Planalto.

Personagens – Lula e mais três assessores.

Cenário – Quando o pano sobe, mostra no palco uma mesa de bar com quatro cadeiras na copa do Palácio do Planalto. Estão sentados bebendo pinga e comendo lingüiça, Lula e seus três assessores. Como se estivessem num boteco de esquina. O espetáculo começa com um dos assessores em pé lendo um trecho do jornal

(Assessor) - ...O presidente eleito diz o seguinte: “O Lula sentado numa cadeira de boteco, comendo lingüiça e tomando pinga, foi um ótimo presidente”.

(Com os olhos embotados de cachaça, Lula levanta a mão pedindo a palavra na mesa e ao mesmo tempo arrota aquela lingüiça que acabou de comer. Os outros, entre um gole de pinga e uma tascada na lingüiça, prestam atenção).

(Lula) - Cumpanheiros. Vou dizer uma coisa muito séria. Amanhã vou deixar de ser presidente e entrarei para o Rol dos ex-presidentes. Isso muito me chateia. Vou sentir falta do meu avião. Vou sentir falta da comida do Palácio. Eta comida boa!! Vou sentir falta desta mesa de bar que instalei aqui no Palácio pra afogar as mágoas. Vou sentir falta de vocês! Meus cumpanheiros. Vocês pendurados no meu saco. Ah! Como eu vou sentir falta disso!

(Assessor) - Mas senhor Presidente! O senhor vai receber uma aposentadoria de ex-presidente. Que não é nada mal. O senhor terá os mesmos privilégios do Efe Agá.

(Lula)- É...vou ter. Vou fazer algumas palestras e cobrar horrores. E vou começar agora. Vocês vão ter de me ouvir!

Cumpanheiros! Vou te dizer uma coisa muito importante. Se cunhado e cumunismo fossem bons não começavam com cú. Veja eu! Vejam eu! tive cunhado, sou cunhado e sei como um cunhado é um pé no saco. Da mesma maneira, fui cumunista, tive amigos cumunistas e sei como o cumunismo é um porre! Nunca entendi direito...nunca entendi direito o que o tal do Max falava.

(Assessor) - Ele sofria de furunculose nas nádegas, Senhor Presidente.

(Lula) - Não diga! Coitado.

(Assessor) - É sim Presidente. Ele, em suas cartas a Engels, reclamava muito que doía.

(Lula) - Vai ver que é por isso que ele deu este termo de cumunismo, imagino como eu ficaria puto da vida se tivesse furúnculos no cú...Deus do Céu! (desce uma talagada de pinga).

(Assessor) - Senhor Presidente.

(Lula) - Sim cumpanheiro assessor?

(Assessor) - Um detalhe. É Marx e não Max e é comunismo e não cumunismo. Senhor Presidente.

(Pausa – Outro arroto. Lula pega o copo de pinga, olha firme para o copo e numa talagada só termina o resto da cachaça.)

(Olhando firme para o assessor)

(Lula) - Então ficaria: Vai tomá no meio do seu "Co"?

Oh garçom! Traz o whiske e mais um prato de lingüiça das boas! Vamos falar da mulherada. Na época do Efê Agá, a mulherada daqui eram mais gostosas?

(Assessores) – Sim.

( Lula inconsolado) – Vou mijar.

O Pano cai.

  • Posted: Wednesday, 2 April 2008 00:29:41 GMT
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Da História final ou a real interpretação. - Ato único

Da historia final
Ou
A real interpretação.
Ato único
Cena – Um camarim de um teatro.
Personagens – Lula em frente da mesa de maquiagem, maquiador e o Dono do Circo.
Cenário – Quando o pano abre, o palco mostra um camarim comum, cheio de fantasias, biombos, fotografias coladas ao lado do espelho. Lula entra no camarim. Atrás do biombo se troca e joga suas roupas por cima. Senta na cadeira em frente ao espelho vestindo uma calça de palhaço. O espetáculo começa com a entrada do maquiador.
Maquiador – Olá! Desculpe o atraso. É que sou novo aqui, mas não se preocupe eu sou bom no que faço. Estou aqui para desenvolver as técnicas de maquiagem do “clown”.
Lula – Você quer dizer palhaço.
Maquiador – É. Sim. Mas seu rosto me é familiar. Já nos encontramos em algum lugar?
Lula – Você já deve ter me visto várias vezes pelos circos da vida.
Maquiador – Você até parece o ex-presidente...
Lula – O Lula?
Maquiador – Sim.
Lula – Já me falaram isso muitas vezes. Já me convidaram inclusive para fazer uns comerciais por aí.
Maquiador – E você foi?
Lula – Não...mas, devia ter ido...
Maquiador – Mas um dia eles te descobrem. Não deve demorar.
Lula – Eu não! Espero que não...imagina eu sendo dublê de um presidente idiota que nem o tal do Lula.
Maquiador –...eu votei nele...da primeira vez. Da segunda eu votei no outro que nem me lembro mais o nome.
Lula – É. Ainda lembram do meu...
Maquiador – Como assim???
Lula – É. Não adianta esconder. Sabe que eu sempre quis ser palhaço de circo. Vi isso, quando uma tia fugiu com o circo porque se apaixonou por um palhaço.
Maquiador – Espera aí!!! Você é o ex-presidente?
Lula – ...Sou. Porque? Vai desistir de fazer a maquiagem? Tudo bem eu sei muito bem fazer maquiagem. Aprendi com o pessoal do Cirque du Soleil.
Maquiador – Só pra tirar uma pequena dúvida. Dá para você falar o seu bordão?
(Pausa)
Lula – Nunca antes nestepaiz!!!
Maquiador – Putz!!! É você mesmo!!! Que legal!! Mas...o que você esta fazendo neste circo? Você é um ex-presidente, não deveria estar vivendo do circo.
Lula – Meu filho. Existe muito mais entre Brasília e o resto do país do que nossa vã "discutição" pode entender. Teve um dia lá no Palácio do Planalto, quando a casa estava caindo. Eu fui rezar escondido lá na capela do Palácio. Fui rezar para São Cristovam que é o meu santo. Os caras do partido nunca souberam que eu era devoto de santo. Que eu podia fazer? Eu sou nordestino e não podia negar isso...todo nordestino é devoto de alguém, tá no sangue. Foi aí que ao sair da capela vi uma propaganda do Cirque du Soleil. Me veio na cabeça, neste momento, todo um “flash back” de quando era criança e dos circos e palhaços. Aí decidi o que eu faria quando deixasse a presidência. Porque se eu continuasse como os outros que ficaram dando palestras por aí eu só iria me frustrar ainda mais. Não me arrependo de ter sido presidente, mas nunca mais faria isso. Porque você acha que o Cirque du Soleil veio várias vezes para o Brasil na minha época? Eu pedia que os palhaços viessem me dar aulas, em troca de patrocínio.
Maquiador – É. Parece que você tem jeito pra coisa. O circo esta cheio. Terminei. E aí? Está bom?
Lula – Está ótimo! E você parece que tem jeito para coisa. E nem parece que é viado.
Maquiador – Continua o mesmo...
(O Dono do Circo abre a porta)
Dono do Circo – Lula! Tá na hora! Dois minutos pra entrar.
Lula – O Zé. O menino aqui é bom viu. Dá umas pratas pra ele.
Dono do Circo – Tá aqui. São cem pratas.
Maquiador – Espera aí! Nós combinamos duzentas pratas!
Dono do Circo – O meu filho! Se quiser discutir a grana vou chamar a Monga aqui pra ela intermediar a situação, e ela não tem muita paciência não.
Maquiador – Eu te conheço! Você é o Zé Dirceu! Você esta foragido!
Dono do Circo – Olha aqui ô seu moleque! Tá aqui trezentos paus para você cair fora e calar o bico, se não a monga vai atrás de você viu!
Cai o pano.

Um dia no congresso da esquerda brasileira...

“Companheiros e companheiras! Peço a sua atenção. Estamos aqui para avaliar a governabilidade deste país.” (Aplausos).

“Vejo que escorregamos um pouco, mas agora estamos de vento em popa, como se escorregássemo numa ladeira. Isto me lembra, certo dia de quando eu era proletário e pisava nas bostas dos cachorro lá da vila. Um dia, companheiro e companheiras, eu tinha pisado numa enorme merda de cachorro, destas feitas por um fila brasileiro. Ainda hoje, eu acho que aquela merda foi feita, na verdade, pelo mindingo que vivia ali perto, pois era muito grande e foi difícil limpar o sapato, fedia demais! Raspei no chão até cansar, mas não saia.

Companheiros e companheiras, fui com aquela bosta agarrada na minha bota de trabalhador e eu sujando a rua toda. Uma desgraça! Mas como naquela época nós eramos contra o sistema e sujar a rua era sinal de engajamento, eu não estava nem aí. Faltava uma ladeira pra mim chegar na fábrica, quando aquela bosta resolveu soltar e eu escorreguei, fui me equilibrando e escorregando a ladeira inteira, mas não caí não! Não caí não! Foi como se eu estivesse usando patin num pé só! Imagina! É isso aí. Assim eu acho que esta acontecendo com a governabilidade deste país. Estamos descendo a ladeira de braçada, nunca antes neste país a governabilidade foi tão rápida e tão segura assim neste país.” (Aplausos entusiasmados).

“Presidente! Mas como termina a história?” (perguntou uma jovem estudante da USP).

“A merda?”

“Sim.”

“Ela ainda esta grudada aqui no meu sapato. É pra dar sorte.”

Moral da história:

A Escatologia foi a ciência inventada pela esquerda brasileira.

LET´S KISS THIS FROG

A Princesa Democracia andava pelos pântanos do reino a procura de um sapo para ser beijado. A feiticeira oficial havia-lhe dito que se beijasse um sapo, este iria se transformar num lindo príncipe. Ela chafurdava seus lindos pezinhos no lamaçal do pântano quando de repente um estranho sapo pulou na sua frente. Era um sapo e tinha barbas.
“É. Acho que vai ter que ser você.”
Beijou o sapo barbudo. Uma luz forte irradiou do batráquio e se transformou num humano. Era baixo, um pouco gordo, com as orelhinhas levemente arqueadas e pontudas e de barbas.
“Obrigado minha Princesa. Meu nome é Luis, mas pode me chamar de Lula.”
Não era bem o que ela esperava. Mas, não podia recusar foi o que o destino quis. Deu um suspiro de enfado e o levou ao castelo. Logo que chegou ao povoado, o Príncipe descobriu uma taverna. Entrou e já foi pedindo um trago e um bolinho caipira. Foi conversando com o dono do bar, com o aldeão que acabara de chegar da lida. Com o ferreiro, com todos que se encontravam no recinto.
“Rapaziada! O sapo barbudo agora é o Príncipe de vocês!” (risadas)
No começo a Princesa até achou conveniente este contato com os aldeões, mas o tempo foi passando e ele continuou na farra da taverna. O tempo foi passando e risadas e bebida a vontade, a farra continuava. A Princesa se cansou da farra e avisou o esperava no Castelo.
No dia seguinte ele não veio como não veio nos demais dias seguintes. Pediu aos assessores que o encontrassem. O Príncipe se encontrava em outra taverna conversando e bebendo como os aldeões. Eis que o reino era ameaçado pelos terríveis orcs bolchevistas. Correram para avisar ao Príncipe que fizesse alguma coisa.
“Eu fazer alguma coisa? Mande o Rei fazer é ele quem manda.”
“Mas é o Príncipe que é encarregado de rechaçar esses perigos.”
“Você é assessor né?”
“Sim. Sou assessor do reino.”
“Pois então eu te nomeio ministro de crise do reino e me deixa aqui com meus companheiros de taverna.”
A Princesa Democracia não gostou da atitude do Príncipe, pois apesar dela o ter escolhido, estas atitudes não eram legítimas. Foi perguntar ao Rei que representava a justiça no reino.
“Minha Princesa. Estas atitudes não corroboram com um verdadeiro Príncipe e o reino está jogado as traças, os orc estão nos nossos calcanhares. Talvez seja melhor você procurar outro Príncipe.”
E lá foi a Princesa de volta o pântano. Lula foi se consultar com a feiticeira quando soube das intenções da Princesa Democracia.
“Para você continuar como príncipe você terá de transformá-la em sapo. Caso contrário ela encontrará outro e você volta a ser um simples batráquio barbudo.”
“E como eu faço para transformá-la em sapo?”
“Você terá de beijá-la a força e enfiar sua língua de sapo na goela dela.”
Lula fez o que a feiticeira indicou. A Princesa Democracia virou uma sapa, os orcs invadiram o reino e tomaram o poder e o Príncipe Lula continua freqüentando as Tavernas do reino. Agora, bebendo com os Orcs Bolchevistas.

LOBOTOMIA

LOBOTOMIA
Numa entrevista com o presidente...
“Não sabia.”
“Como não sabia?”
“Ora! Não sabia e não sabia. E pronto.”
“Mas... mas...”
“Cumpanheiro. Veja bem. Afinal, devido e contudo, eu seja o presidente deste país... eu não sabia.”
“Mas um presidente deve saber de tudo!”
“Em meu governo eu decido o que devo saber e o que eu não devo saber. O que não devo saber deixo para os assessores saberem, pois não me interessa saber destas miudezas.”
“Mas o país esta um caos?”
“Perto do que era o país antes, está uma verdadeira maravilha e caminhamos para algo mais retumbante.”
“Mas e a saúde? E a segurança? E a infra-estrutura?”
“Cumpanheiro. É o que estou dizendo. O País perto do que era, está uma maravilha!”
“Mas, então o que era?”
“Ah?”
“O que era o país para ele estar uma maravilha como senhor diz?”
“Era...era...bom, antigamente as pessoas andavam a cavalo, iam a cavalo para o trabalho ainda não existiam fábricas e nem o conceito de empresas. Antigamente havia a escravidão. Hoje pessoas afro-descendentes como você tem a liberdade de ir e vir, de freqüentar escolas. De ter uma vida mais digna. Antes não havia automóveis nem, aviões, alguns poucos navios e alguns pouco trens. Antes não havia auto estradas hoje temos caminhões de último tipo.”
“De que época o senhor esta falando?”
“Ora Cumpanheiro?! De que época? De antes de 1899!”
“Mas isso era a época do império!”
“Pois é. Isso aí.”
O Jornalista já perdendo a paciência ainda faz uma pergunta:
“Senhor presidente Lula. O senhor conhece a lobotomia?”
“Ah?”
“O Senhor conhece a lobotomia?”
“Ah claro! Este projeto do Ibama é famoso, esta sendo indicado a uns prêmios mundiais pela ONU, estamos aumentando a população dos Lobos Guarás e já não é mais uma raça em extinção. Tá vendo! Nunca neste país a extinção de uma raça foi revertida.”
“Na verdade me refiro a intervenção cirúrgica no cérebro para acalmar os loucos. Hoje em dia essa prática é feita com os ativistas de partidos políticos de esquerda onde foi desenvolvida. Atualmente não é mais necessário a intervenção cirúrgica. Simplesmente ler algo de Gramsci, por isso esse autor é muito veiculado atualmente. O que o Senhor acha?
“Veja bem. O Gramsci foi um cumpanheiro sofrido da luta dos sindicatos ele sabia das coisas, senão não teria escrito o que escreveu, isto é óbvio.”
“Dizem que o senhor foi um dos primeiros lobotomizados.”
“Primeiro que eu nunca li o Gramsci, segundo que tenho tudo inteirinho. Quem disse isso deve ter sido aquele professorzinho de araque? Aquele cujo nome começa com efe e termina com agá. Né?”
“Não. Ele não disse isso, mas ele foi o seu antecessor algumas décadas depois do último imperador brasileiro.”
“Veja bem. Nunca neste país tivemos uma aprovação tão maciça de um presidente eleito pelo voto do povo. Bom, acho que entrevista acabou, estou com fome. O Chico! Cadê o meu Kibe? Aproveita e trás o meu chopps. Você quer um? É muito bom, melhor do que o que eu comia lá no ABC.”
Esta entrevista foi vetada pela assessoria Presidencial.
  • Posted: Monday, 27 August 2007 15:41:02 GMT
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O "Apideuta"

Era uma vez um grupo de nordestinos de Cabrobó do Sul beneficiados com os programas sociais do governo Lula. O grupo se uniu e com o dinheiro do governo arrumaram um ônibus para prestar homenagem ao Lula em Brasília no dia quinze de novembro, onde haveria o desfile cívico-militar.
Os Cabroboenses chegaram cedo á avenida do desfile.Conseguiram um lugar bem na frente do palanque onde o Presidente Lula ficaria. Eram vinte pessoas, tinham feito até uma faixa com os seguintes dizeres:
“PREZIDENTE LULA VOSSE É NOSSO ERÓI!!!”
Raimundo o chefe dos cabroboenses, comentou:
“Pessoal! A gente precisava fazer alguma coisa pro Lula notar a gente.”
“Mas o quê? Já temos a faixa, ele vai perceber.” Disse Débora.
“Mas não é o suficiente, vamo grita alguma coisa.”
“Então vamo grita: Lindo, Lindo!”
“Não Débora! Como que a gente cabra macho que é vai falar isso? Não pode! Já pensou o que o pessoal lá de casa vai pensar se virem a gente gritando isso? Tá certo que eu gosto do cabra, mas nem tanto assim.” Argumentou Raimundo.
“Então o que vai ser?”
“Vamo pensa pessoal!” Disse Raimundo. E fez-se um arretado “Brain Storm” no grupo.
“Já sei! Outro dia estava vendo lá na televisão do padre, uma tal de tevê Cultura, e tinha um sujeito de óculo e chapéu lá de São Paulo dizendo que o Lula é um ‘apideuta’. Eu achei a palavra demais de bonita.” Falou Osmar.
“Mas que que é ‘apideuta’?” Perguntou Maria. Houve um momentâneo silêncio de Osmar até ele achar uma resposta.
“Bom, nesse dia tinha esse cabra de chapéu e um outro sujeito que falava pelos cotovelos, um tal de Diego, acho. Esse Diego dizia que o Lula não era ‘apideuta’ e que era ignorante mesmo, aí o cabra de chapéu disse que apideuta era mais adequado.”
“Eta palavrinha difícil que você arranjou Osmar!” Disse Maria.
“A gente não pode parecer tão ignorantes assim, eu concordo como o compadre Osmar. Vamo usa essa palavra que eu também achei muito bonita.” Defendeu Raimundo.
“E como vai ser o grito?”
“Ah Maria...acho que vai ser ‘Euta, euta, euta Lula apideuta’. É fácil de gritar e até parece uma toada.”
“Então vamos treinar pra quando o Lula aparecer”. Organizou Raimundo.
Os Cabroboenses se concentraram e baixinho repetiram o refrão, depois de dez minutos estavam prontos para a homenagem.
Começou um burburinho no palanque, era Lula e sua comitiva que chegavam. A excitação tomou conta do grupo bem em frente de Lula. Uma chuva de Olha lá! Olha lá! Foi aí que Raimundo tomou as rédeas e mostrou a sua liderança.
“Atenção gente! Vamos se concentra para o grito! Maria fica quieta presta atenção! João! Segura a faixa direito senão cê vai pro ônibus! Atenção gente! É um, é dois é nos três!”
“Euta! Euta! Euta! Lula Apideuta!”
“Euta! Euta! Euta! Lula Apideuta!”
“Euta! Euta! Euta! Lula Apideuta!”
Gritavam a plenos pulmões, balançavam a faixa alegremente, era um grupo coeso muito animado. Os Sem Terra que estavam ao lado olhavam e não entendiam o quê aquele grupo de pessoas simples dizia. Alguns segundos de gritaria foi o suficiente para chamar a atenção das televisões e da comitiva do Lula. O Presidente chamou o Zé:
“Zé, dá para baixar o cacete?”
“Vou perguntar ao Márcio.”
E perguntou.
“Não Zé. É melhor ficar quieto e pedir para o Lula acenar.” Com um sorriso muito amarelo o Presidente acenou.
“Raimundo Deu certo!!! Ele esta acenando pra gente!”
“Vamo lá gente! Vamo grita mais alto!” Comandou Raimundo. Estavam muito excitados, gritavam mais alto. Os Sem Terras perceberam o espírito de alegria e se juntaram ao grupo na manifestação. Junto aos Sem Terra havia alguns estagiários de universidades que tentavam, em vão, dissuadi-los a parar com aquela manifestação.
O Presidente Lula saiu antes do término do evento, pois os cabroboenses conseguiram gritar o desfile inteiro, até um Dragão da Independência quebrou o protocolo, não se conteve e olhou o insólito grupo. Foi um dos dias mais bizarros para os intelectuais do Partido. No dia seguinte, estampado em todos os jornais do país, estava a manifestação cabroboense. O próprio Partido deu a solução para o problema. Pediram a inclusão de uma emenda constitucional do neologismo inventado pelos Cabroboenses “apideuta”, cuja definição seria, no jargão dos sertanejos, “cabra porreta”.

  • Posted: Thursday, 23 August 2007 13:51:09 GMT
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O PENICO

O PENICO
Mesmo na presidência, Lula conservava um estranho hábito de família. Costumava guardar debaixo da cama um penico velho, do tempo de seus avós. Era um penico grande de ágate com a borda preta. Um costume que se recusava a largar.
Um dia quando ainda era um reles sindicalista, sua companheira jogou o penico fora. Achava nojento ver aquele troço cheio de urina ao acordar. Lula gostava do penico, lembrava da sua família, também porque de noite tinha preguiça de ir ao banheiro. Queria de volta, quase rompeu o relacionamento.
Acordou de madrugada não estava lá. Teve de ir ao banheiro. Não conseguiu urinar, estava tão acostumado ao penico que não conseguia mais urinar na privada a esta hora da madrugada. Sentou na privada, quem sabe assim conseguiria. Nada. Forçou. Nada, apenas um famigerado peido. Nada de mijo. Ficou mais irritado. Foi uma péssima noite. Na noite seguinte foi dormir na casa de sua mãe pois sabia que lá havia um penico.
Só voltou quando sua mulher lhe arranjou um novo urinol, de ágate maior do que o anterior. Ficou feliz. Descobriu que podia defecar nele. Mas a primeira vez que fez isso no quarto, sua mulher disse que se fizesse de novo iria contar para a imprensa.
Lula levou o penico ao Planalto, poucas pessoas sabiam deste estranho hábito. Um dia vazou para a imprensa, foi uma semana de pura irritação de Lula. Em seus discursos sempre colocava algo que remetia ao penico, mesmo que fosse a inaugurarão de uma escola ou o encontro de empresários o penico estava lá. Os assessores não sabiam mais o que escrever. Lula tinha o péssimo habito de ignorar as recomendações dos assessores. Ele não tinha paciência para ler tudo. Sempre achou que improvisar dava mais certo. Ele dizia: “Eu sei falá a língua do povo”.
O que o deixou mais irritado, foi a charge de um jornal na qual ele estava com o penico na cabeça, agachado sobre a constituição federal, lendo uma revista masculina. Chamou seu assessor de imprensa e o ministro da comunicação social. Disse que aquilo era uma ofensa ao representante deste país. Iria dentro em breve fazer uma retaliação ao jornal. Pra variar, esses comentários vazaram para a imprensa. Mais uma semana dos infernos para o presidente. Charges, comentários, artigos todos envolvendo o caso do penico.
A polêmica foi tamanha que a imprensa sugeriu uma entrevista incondicional com o presidente. O ministro da comunicação social negou. Outra semana de charges, artigos entrevistas de políticos versando sobre o penico. Lula não agüentava mais, decidiu fazer a entrevista, desde que não se tocasse no assunto do penico. Depois da entrevista o penico seria esquecido pelos jornais. Não foi. O penico sempre entrava na pauta de algum artigo, sempre acompanhava a charge de algum desenhista mesmo que fosse no canto da charge.
Mesmo com essa balburdia toda, o presidente levantava de noite para urinar e por vezes defecar em seu querido e estimado penico de ferro esmaltado. Quem detestava esse hábito era dona Maria, a emprega que tinha que limpar o penico todas as manhãs.
  • Posted: Tuesday, 7 August 2007 08:53:53 GMT
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Leitor tacanho

Um jornalista de um certo blog recebeu um comentário indecoroso de um leitor. Depois de uma garimpagem, o jornalista conseguiu colocar algo de civilizado para que os outros leitores soubessem do que se tratava.

“...quem você pensa que é falando dessa maneira e arrotando comportamentos por todos os cantos? Que ‘riiidiculo’! Cuidado que as coisas podem piorar para o seu lado...”

A resposta ao leitor tacanho.

“...arrout!”

“Que absurdo! Você não tem senso de ridículo de me dar este tipo de resposta? Estava esperando de você algo do gênero Trotsky ou pelo menos um desaforo ‘a la’ Gramsci ou Chaves! Mas como um bom direitista nada mais próprio do que Isso. Não sabe argumentar!”

A tréplica ao leitor tacanho.

“...(flatos)”

“Como? Sua mãe não te deu educação? Sua vó não te deu educação? Sim. Porque a elite branca e racista brasileira é criada pela avó. Essa direita brasileira não presta! Prefere apelar! Cadê sua intelectualidade? Cadê seu Smith? Você deveria se educar com o Paulo Freire e vai tomar no meio do seu....”

O jornalista em sua sábia intervenção:

“...(flatos)...pausa...(flatos) e mais (flatos).”

“Como foi que conseguiu subir na vida? Com certeza foi através de algum ente político de direita. De outra maneira não teria capacidade de trabalho, quanto mais de pensar.”

O jornalista enfiou a mão nas axilas e a apertou produzindo um estranho barulho.

“Seu pequeno-nojento-burguês! Saiba que a hora esta por vir, e que a revolução socialista chegará e te calará.”

A conversa continuou neste nível, quando o esquerdista sem mais nenhuma argumentação iniciou uma série de xingamentos. Que não importava mais ser colocado em público. O jornalista com isso mostrou a real linguagem da esquerda brasileira, impropérios, vilipendios e xingamentos.

Moral da história:

“A Escatologia foi á ciência que a esquerda brasileira inventou.”

  • Posted: Thursday, 2 August 2007 15:18:34 GMT
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PLAZA DE MAYO

PLAZA DE MAYO

...alguns meses depois do acidente onde nada aconteceu, uma senhora que teve os filhos mortos no acidente, inspiranda nas Mães da Praça de Maio, foi a Brasília. Todos os dias as nove horas da manhã ia para a porta do Palácio do Planalto. Vestida de preto com um lenço preto na cabeça segurando seus longos cabelos brancos. Em Brasília venta muito. Portava uma placa com os retratos dos filhos e uma frase: “O governo é responsável pela morte de meus filhos.”.

Precisou de poucos dias até ser percebida pela imprensa. Tentaram entrevistá-la, mas ela nada falava. Quando ela ganhou as paginas dos jornais, um porta voz da presidência tentou dissuadi-la do protesto. Mas ela nada falava. Por mais que insistissem ela nada falava. Permanecia em seu silêncio e cada vez mais doloroso protesto. A polícia foi chamada para tirá-la de lá, mas foram rendidos com um único olhar. Um olhar de dor, somente dor. Nada mais.

“Porra! Não vai tirar essa velha daqui?” – Disse um assessor da Presidência ao policial.

“Tira você.” – Lá foi o assessor tirá-la. Esbravejou com ela, palavras como vergonha, louca, traidora da pátria. E palavras mais duras como vagabunda e outras mais.

Mas ela nada ouvia, ficou parada olhando firme para o assessor. Irritado o assessor tomou a placa das mãos da Mulher e a empurrou. Ela se virou e saiu. Dois dias depois retornou com a mesma placa. O governo foi aconselhado que não fizesse mais nada pois cedo ou tarde ela desistiria.

Mas todos os dias de manhã, Lula a via na entrada do Palácio, resolveu mudar o itinerário e entrar por trás para não vê-la. A primeira dama foi tentar falar com ela, mas ao chegar perto desistiu. Sentiu a dor da mulher. Alguns dias depois ela não estava sozinha, havia mais outras mulheres e alguns homens com placas com fotos de seus parentes mortos nos acidentes. Sempre quietos. Nada falavam.

A cada dia que passava aumentava mais e mais o número de pessoas. Mas a mulher se destacava pelo silêncio. Um dia Lula resolveu falar com ela, pois aquele protesto ganhou repercussão mundial e sua popularidade estava em baixa.

Cercado de guarda-costas e da imprensa ele desceu, foi logo fazendo cara de luto. Mas quando viu os olhos da mulher não conseguiu sustentar a falsidade, ficou desmascarado. Como o dedo em riste ela disse:

“Você é o maior responsável pela morte de meus filhos. Quero que leve isso para o resto da sua vida.”

Ela colocou delicadamente a placa com seus filhos nos pés dele levantou-se e foi embora.

Era só isso que ela queria.

  • Posted: Thursday, 2 August 2007 14:52:38 GMT
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Os dois neurônios de Lula

OS NEURÔNIOS
Dentro da cabeça de Lula, mas bem dentro da cabeça dele, funcionam dois neurônios. O N1 que é o mais antigo, mais comedido e o mais racional, é aquele que quando nascemos sabemos onde procurar o leite materno. Seriam nas próprias palavras de Lula o “Instinto Animal”. O N2 é o neurônio que aprende com as experiências vivenciadas, aprende como passar da vida. O N2 está sempre se gabando:
“Sou o Presidente”.
“Sei...”
“Você tem que acreditar N1.”
“Nós! Não somos Presidentes Nós! Estamos Presidente”.
“Não. Eu sou presidente. Sempre fui. Presidente do partido que fundei e agora. Presidente do Brasil.”
“Nós não somos Presidentes! Nós estamos Presidentes e um dia isto vai acabar!”
“Eu vou dar um jeito nisso. Preciso dar um jeito nisso urgente! Antes que seja tarde demais.”
“Tarde demais para o quê?”
“Se um dia sair daqui. O que eu acho muito improvável. As pessoas continuaram a me chamar de presidente. Então para quê sair? Vou ficar aqui. Meu Lugar é aqui, eu consegui primeiro e ninguém tasca.”
“Mas quando sairmos daqui, e isto é uma inevitabilidade, para onde iremos?”
“O que? Você esta falando difícil agora? Inevitabilidade. Quem diria! o Instinto Animal nem tão animal assim. Mas, voltar a ser sindicalista jamais! Pior que sindicalista só a UNE. Preciso reunir o time para ver o que vou fazer. Preciso chamar o Zé e o Marcinho.”
“Não adianta. Vamos ter de viver com nossa aposentadoria de presidente que é boa. O que podemos querer mais do que isso? Voltar para o PT não dá. Seremos massacrados. Deputado? Senador? Não temos mais saco para isso.”
“Porra!!! Eu sou Presidente!”
“É mais acho que não vai ter jeito não. Não fica bem ser chamado de ditador”.
“Eu não me importo. Depois de tudo que aprontamos isso vai ser fichinha. Contanto que Eu continue presidente”.
“O Outro pelo menos tinha uma profissão interessante que era a de professor. Eu sempre quis ser professor, me lembro da infância que sentava na sala de aula e imagina ensinando os outros. Não fiz faculdade, mas ensinei aos outros alguma coisa.”
Uma breve pausa na conversa.
“O que nós ensinamos N1?”
“... sei lá... talvez a votar. Talvez a terem de ficar mais espertos com os políticos. Mas talvez tenhamos ensinado que a ideologia não vale absolutamente nada.”
“Bom, mas eu sou Presidente.”
“Eu deveria te ensinar que a era dos ditadores já passou, isso é antigamente. É quando agente lutava contra eles e foi por isso que fomos eleitos, pelo que fizemos no passado. Agora nós vamos deixar de sermos Presidente. Se não quisermos nos transforma justamente no que combatíamos.”
“Não me interessa e você sabe muito bem do que fomos capazes de fazer. Esse papo de padre me encheu o saco.”
O N2 estava cabisbaixo. Começava uma depressão. N1 era a sabedoria do instinto animal, sabia do sofrimento de N2, mas não podia fazer nada, afinal ele estava aprendendo com aquilo. Mas os neurônios não iriam muito longe, estavam em conflito sem perceberem. Intelectualmente N2 foi muito além do que N1 poderia imaginar. Talvez mais do que poderia suportar. Presidente do Brasil.
Começou a discussão.
“Você com essa sua pequinesa N1 me enoja!”
“Onde você aprendeu esse palavreado? Ta parecendo um daqueles baitolas universitários que tanto me pentelham.”
“Seu ignorante! Apedeuta!”
“Aha! Você quer ser ditador e eu é que sou apedeuta...?”
Uma briga entre os neurônios se instalou, foi porrada para todo lado, golpes de jiu-jitsu, misturados a rabos-de-arraia, dedo nos olhos, puxões de cabelo, rasteiras e por final quem venceu a briga foi o N1.
“Você nunca se esqueça que se NÓS estamos onde estamos foi graças a mim, ao meu instinto de sobrevivência, a fome que eu reconheço, ao meu fisiologismo e se você não aprendeu nada com isso pode desconectar a sua bainha de mielina”.
Os Neurônios deixaram de se falar. O dono dos Neurônios passou a falar coisas sem nexo. Suas olheiras aumentaram e o sobrepeso despontou. A depressão estava instalada. Mas um dia o N2 voltou a falar com o N1:
“Você tem razão N1, em tudo o que disse. Mas uma coisa você tem de concordar comigo.”
“Fale.”
“Se você fez o que fez por nosso fisiologismo não tem porque deixar de ser presidente. Você sabe. Se sairmos daqui é um adeus a este fisiologismo que estamos vivendo. Você vai querer isso? Não acredito.”
“Sabe que você esta aprendendo N2! Acho que você esta certo.”
Um dia o Presidente voltou a ser o que era, alegre e disposto. Alguns poucos perceberam que havia algo além de uma fisionomia alegre, havia um sorrisinho muito maroto escondido.

O Dedo fantasma de Lula

...O Dedo Fantasma de Lula.
Mefistófeles na forma de um chefe de sindicato, há muitos anos atrás conversou com Lula:
"Vejo em você um rapaz muito ambicioso! Isso é bom! Você quer um pacto. Ótimo! Mas, ultimamante, estou fazendo de uma forma diferentes os meus pactos". Calmamente, Mefistófeles deu uma pigarreada e acendeu um charuto cubano. O cheiro inconfundivel, aguçou o paladar de Lula.
"Têm alguns que conseguiram me trapacear. Mas fiz um estágio com o pessoal da Yakuza e notei que o método deles é muito bom". Soltando outra baforada.
"Que método? Você me dá um dedo seu e ao final do processo todo, eu lhe restituo esse dedo. Pode escolher qual deles quiser. Veja bem! Quanto mais importante um dedo, mais rápido você haverá o que deseja. Ou seja, se for o dedo mínimo você terá o mínimo do contrato. Você decide."
O contrato foi assinado com sangue.
Tempos mais tarde quando Lula já então presidente, o dedo fantasma começou a rondar a mão de lula. Em simples gestos como o de contar com os dedos, Lula usava o dedo fantasma dele como se existisse. Outro gesto estranho, Lula apontava as coisas não com seu dedo indicador, mas com o dedo fantasma. As pessoas começaram a perceber e pior, a imprensa logo notou. Mefistófeles estava querendo devolver o dedo. Mandou o recado através de José Dirceu.
"O processo esta chegando ao seu inexorável fim."
"Do que é que você esta falando Zé? Que porra de palavreado difícil cê tá usando?"
"O camarada Mefisto me mandou lh e avisar."
"Quem é esse?"
"Ah! Lula! Não vem com essa não. E esse seu dedo fantasma se mexendo?"
"Você pode ver?"
"Claro! Todos os que pactuaram podem."
"Mas do que você esta falando desse tal de 'inequissoravel' ?"
"Ele te prometeu o poder. Você o têm. Agora ele quer devolver o dedo e assim que seu dedo voltar, você perde o poder, a presidência e tudo o que conquistou."
"Mas e você? Como é que tem todos os dedos?"
"Para começar eu sou mais inteligente do que você e barganhei com ele. Mas eu o enganei e deu no que deu".
"Inteligente é? Sei não. Eu pelo menos só tenho este meu dedo fantasma que me enche o saco de vez em quando, mas eu consigo administrar."
"É. Mas na última conversa que tive com o camarada Mefisto, vendi a alma sem nenhuma condição se conseguisse voltar ao que era."
"Ele aceitou?"
"Claro. Ele tinha investido muito em mim. Ele mandou avisar que investiu muito em você também e que um dedo não é garantia de nada."
"Maldito! Desgraçado Filho da p...! Se ele tivesse investido muito em mim teria ganhado a eleição contra o Collor!"
"Pois é. Ele sabia que iria falar isso e mandou dizer que o Collor pagou mais caro do que você com este dedinho."
"Pois manda dizer para ele ir para o inferno! Ele que venha falar comigo pessoalmente. Sou o Presidente!"
"Mas não por muito tempo meu Caro Presidente. Se continuar assim, você não vira o ano."
Lula coçava a barba a todo instante. O Zé tinha razão. As coisas andavam mal e mais dia menos dia a roda da fortuna iria girar.
"Manda ele vir falar comigo."
Dois dias depois numa noite de lua minguante, entra no Palácio do Planalto uma mulher loira de cabelos curtos. Bate na porta para poder entrar. Lula estranha, pois sempre são anunciados os visitantes.
"Pode entrar". Lula se espantou ao ver Marta.
"Que é que você esta fazendo aqui? Não te chamei."
"Chamou sim. Como vai seu dedinho fantasma?"
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